CARTA ABERTA
Unir para lutar contra a Farmácia Popular
Com o desenvolvimento do Neoliberalismo, o povo brasileiro tem sofrido à quase completa desconsideração, por parte dos sucessivos governos, ao texto de nossa constituição. E, mais do que isso, Todos os nossos direitos vem sido vendidos ao prazer do grande capital e, assim o que se vê sendo desconsiderado é a dignidade e o direito a vida dos cidadãos brasileiros. Todos os setores de nossas vidas vêm sendo privatizados, e os direitos que deveriam ser garantidos pelo estado a todos tornam-se, cada vez mais, serviços que devem ser comprados por quem puder.
A saúde não escapa dessa lógica de mercantilização. O crescimento desenfreado dos planos de saúde, os cortes no orçamento que destinam o dinheiro que seria da saúde para o pagamento da dívida externa, levam a uma crescente precarização do SUS, e a banalização do direito constitucional à saúde, e banalização à própria vida da classe trabalhadora.
Pois é nesse contexto que surge o Programa Farmácia Popular do Brasil que, por trás do discurso de "ampliar o acesso da população aos medicamentos considerados essenciais" e "beneficiar principalmente as pessoas que têm dificuldade para realizar o tratamento por causa do custo do medicamento", consiste em um mecanismo pelo qual o Estado vende os medicamentos "considerados essenciais" aos cidadãos, medicamentos estes anteriormente pagos pelos cidadãos através de um sem número de impostos, taxas e contribuições. Portanto, no programa Farmácia Popular do Brasil, o cidadão paga duas vezes!
E, enquanto isso, nas farmácias das Unidades Básicas de Saúde – os ditos postos de saúde – cada vez mais precarizadas, os medicamentos faltam, e faltam também os profissionais farmacêuticos como componentes de uma equipe multiprofissional de saúde completa e humanizada. Medicamento e assistencia farmacêutica são parte atuante do tratamento em saúde, e não podem ser vendidos ou simplesmente ignorados.
O Estado deve garantir um Sistema Único de Saúde Universal e igualitário! A classe trabalhadora tem direito às ações e aos serviços para a promoção, proteção e recuperação da saúde em todos os níveis de complexidade! É preciso que o estado garanta os direitos que o povo brasileiro conquistou através da luta!
Não podemos aceitar que nossa saúde de seja tratada como mercadoria!
Não podemos aceitar que nos vendam o que é nosso por direito!
A Executiva Nacional de Estudantes de Farmácia conclama as entidades comprometidas com os direitos do povo a juntarem-se a nós na luta pelo avanço e consolidação do Sistema Único de Saúde e contra o Programa Farmácia Popular do Brasil.
retirado do sítio da ENEFAR.
o link do sítio da ENEFAR está no final da página.
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